Ora et labora

São Bento de Núrsia (Séc.XV) viu na vida monástica o ardente desejo de entrelaçar a oração e o trabalho de forma que não há oração sem trabalho e o trabalho deve se converter em oração.

Em nossa paróquia temos vivenciado demais e com verdadeiros louros que a oração deve ser a base de todo nosso caminhar.

Pastorais, grupos e movimentos têm dado belo exemplo de uma vida comunitária em oração, ressaltando as 24 horas de adoração pelo conclave e a adoração no último domingo do mês que são fatos ‘novos’, mas que têm dado resultado.

 Talvez o desejo mais certeiro da vida em comunidade esteja envolvido no segundo ponto que São Bento cita, o trabalho. Não podemos generalizar, mas, sentimos certa repulsa quando a oração deve ser colocada em ação.

Não tendo uma visão puramente marxista e mesmo sendo em outro cenário, mas podemos ser fundamentalistas na reflexão do Papa Leão XIII que na encíclica Rerum Novarum proclama a necessidade da união entre as classes do capital e do trabalho, que têm "imperiosa necessidade uma da outra; não pode haver capital sem trabalho nem trabalho sem capital. A concorrência traz consigo a ordem e beleza; ao contrário, de um conflito perpétuo, não podem resultar senão confusão e lutas selvagens".

Assim sendo, precisamos refletir mais sobre nossos trabalhos e responsabilidades juntos à oração. Estou vivendo realmente a ORA – AÇÃO?

Não podemos puramente ‘ser Igreja’ no ‘momento da foto’. Ser responsável, carregar mesa, limpar chão, assar carne, trabalhar na quermesse, ir em busca do bom êxito de um evento, estudar, aprender mais sobre o que eu faço ou devo fazer, ser justo e correto no meu ministério e, por fim, viver a simplicidade e humildade com ‘os que estão chegando agora’, tudo isso reflete o que é Orar e Trabalhar na vida de Igreja.

Chega de católicos ‘meia-boca’. Ou sou ou não sou.